By Natooo *0*: 1- Saint Seiya não é obra minha, eu sou apenas uma adolescente entediada com a própria vida e entediada com a séria, que resolveu dar um toque de suas fantasias pessoas a um conto. 2- Isso é um conto Yaoi, de temática consideravelmente leve, mas ainda assim não é um Shounem-ai, e nem chega a ser um lemon. 3- Fanfic dedicada à minha maninhaaaaa... Fabi-chan! E exatamente por este motivo é bem leve... Eu não ia escrever pornografia pra minha irmã mais nova, né? Por favor... 4- Primeira fanfic de universo Saint Seiya. Não me matem se eu fiz cagada.–=~ Tudo menos o Seiya! ~=-
– CALEM A BOCA! – bem... Era um pouco raro Saori gritar daquele jeito histérico. Ela tinha o rosto avermelhado de raiva e uma expressão nada amigável. Fez-se silêncio ao redor da mesa de chá. Os cinco cavaleiros de bronze se entreolharam apreensivos, mas ninguém se atreveu a prosseguir a discussão. Embora, entre eles, houvesse pelo menos quatro que resmungavam internamente: “Depois eu mato esse...”. – Então... como eu tentava dizer... – ela fechou mais um pouco a cara – Estamos reformando alguns cômodos aqui da mansão, por isso vocês vão ter que dividir os quartos. Temos um quarto com duas camas e um com três... – Mas isso você já disse, Saori... – resmungou o mais atrevido entre os rapazes, Ikki. Ela levou uma mão aos cabelos pacientemente, fazendo cara de sofredora. – E vocês não me disseram quem vai dormir com quem... Sua voz soou suave, mas a enxurrada de exclamações e grosserias que se seguiu foi quase tão sonora quanto um Rock in Rio. Ela tentou entender o que se passava, mas apenas era capaz de pescar algumas palavras desconexas: – EU não durmo no mesmo quarto que o SEIYA! – berrava dragão, como se aquilo encerrasse a discussão. Seiya fez biquinho, contrariado. – Eu quero ficar com o Ikki! – Shun parecia já ter se decidido, e se pendurava no braço de fênix, que não parecia nem perceber. – Eu NÃO fico no mesmo quarto que o Shiryu! – Hyoga finalmente se manifestava. – Por quê? – cinco vozes foram ouvidas, incluindo Saori. – Ele ronca como um porco! – justificou-se o Cisne, cruzando os braços, contrariado. – Então você fica com o Seiya! – Ikki tentava a todo o custo livrar o braço de Andrômeda. – Eu, não! Entre um ronco e um pateta alegre eu prefiro o ronco! – Façamos assim... – começou Saori, novamente. – Ikki e Shun dormem com o Hyoga no quarto de três camas, e Shiryu e Seiya dormem no outro. Que tal? – NÃOOOOOOOOOOOOOOO! DE JEITO NENHUM! NEM SOB DECRETO!! Shiryu parecia ter recebido sua sentença de morte, só faltava chorar. – Então o que sugere, Dragão? – O Hyoga dorme com o Seiya! Né, ‘Oga? O olhar de pidão de Shiryu, claro que aliado ao desespero do mesmo, quase fez com que o Cisne aceitasse a proposta, mas seu bom senso falou mais alto. – NEMMM FODEN- – olhou para a Deusa e reteve o palavrão, dando alguns passos à frente –... É... NEM MORTO! Seiya, por sua vez, assistia tudo de canto, meio deprimido por saber que ninguém dividiria o quarto com ele, mas com alguns planos em mente. *mente do Seiya trabalhando: Quarto Vazio + Seiya Sozinho = Telefona para a Saori Seiya Sozinho + Saori Sozinha = Noite Boa para Ambos. – Idéia! – berrou Shun, de repente. – E se eu e o Ikki dividirmos a cama? Aí o Hyoga dorme em uma e o Shiryu dorme em outra! Ikki só não discordou de idéia porque não estava ouvindo na hora. Estava meio distraído observando Hyoga, que caminhara em direção à mesa e parara exatamente à sua frente. Ikki nem disfarçou seu olhar, encarou diretamente as nádegas do loiro e um sorriso malicioso surgiu em seus lábios. “Conheço mulheres que teriam inveja de uma bunda dessas... hummm...”. – Tudo bem pra você, Ikki? Tirado de seus devaneios, e obviamente animado com a visão que tivera, respondeu, ainda aéreo: – O que vocês decidirem, por mim, está bem... Só não me ponham no mesmo quarto que o Seiya! Ótimo, pensou Seiya, lançando um olhar simpático à Saori. ~oooOooo~ – Então... o que vocês decidiram, afinal? – perguntou Fênix, entediado, se atirando na cama do meio do quarto. – Você dorme nessa cama com o Shun – Apontou Hyoga –, eu durmo nessa aqui, e o Shiryu dorme naquela lá na janela. – Porque eu durmo com o Shun? – perguntou Ikki, sobressaltando-se. – Você mesmo concordou! – Quando? – Quando o Shun sugeriu! – É mesmo? Hyoga o fitava controlando-se para não rir. Ikki ainda fazia cara de quem não entendia lhufas do que se passava, mas a cara de riso contido de Hyoga o despertou. – Hei, pára de rir de mim! Ikki o fitava com uma irritação tão ridiculamente infantil. Tinha plena consciência de que não era aquela a intenção dele, mas as suas palavras o fizeram lembrar irresistivelmente de uma criança emburrada. Como conseqüência, desabou em uma sonora gargalhada, curvando-se sobre o próprio peito e segurando as costelas. – Hei, Pato, pára de rir caramba! Eu ‘to falando sério.. não lembro de ter concordado... Mas o ataque de riso histérico não parava. Ikki estava realmente irritado. Estava rindo dele? Realmente tinha esta audácia? – Aah... – Hyoga deu um gemido surpreso ao ter a cabeça presa firmemente pelo braço de Ikki, que amassava seus cabelos com sucessivos croques enquanto tentava enforcá-lo. – Ri agora, seu pato maldito! A cena era muito ridícula de se observar, os dois giravam pelo aposento enquanto o Cisne tentava se livrar de Ikki, desequilibrando aqui e ali ameaçando tombar. Já não havia mais tanta irritação, Ikki ria de Hyoga que, apesar de meio confuso com a atitude inesperada, ria junto da situação. – Pelo amor de Deus, parem com isso... Shiryu suspirava, entrando no aposento e deixando uma mochila próxima à porta. – Não! Ahah... esse pato tem que aprender... ahahahah... a me... respe-peitar... Hyoga direcionava os dedos longos às axilas do rapaz que o prendia, na tentativa de fazê-lo desistir. – Ah... eu vou... ahah... pára! Eu vou cair assim! – Pára você! Isso faz cócegas... ahah! O braço ao redor do pescoço afrouxara, mas Cisne não fazia mais força para sair dali. Agora estava ocupado demais causando o ataque de riso de fênix. Antes que percebesse, já estava em pé, estendendo os braços para um Ikki que se contorcia, sem fôlego. – Pára! – lágrimas rolavam dos olhos de fênix. – Por favor... pá-pára! Com as pernas bambas, Ikki se desequilibra e usa um dos braços de Hyoga para se apoiar. Esta pára momentaneamente o ataque, para ver Ikki recuperar o fôlego, mas retoma as cócegas com um sorriso vitorioso no rosto. – Pára, caralho! Ikki começa a tentar empurrar o outro cavaleiro, perguntando-se porque não fizera isto antes, e tendo a imediata resposta. Suas pernas começaram a oscilar e ele tombou para cima de Cisne, que o segurou pelos ombros, retomando o ataque. – Chega! Shiryu se intrometeu de novo. Ikki tinha o rosto lavado por lágrimas e um pouco de suor na testa, e Hyoga tinha uma expressão radiante. Atendendo ao apelo, parou o ataque, ajudando Ikki a se sustentar em pé. Este estava tentando recuperar o fôlego com alguma dificuldade, uma das mãos no ombro de Hyoga e a outra passada ao redor das próprias costelas. – Calma... não foi nada! – disse o loiro, achando graça, passando um braço pelas costas do amigo e ajudando-o a se manter em pé. – Eu aind-da... te... ahhh – soltou um suspiro, sem fôlego. – Eu ainda te pego, seu... pato desgraçado! Como se tomado por impulso, passou braço que antes apertava as suas costelas ao redor do pescoço do loiro, que o olhou surpreso, mas não se afastou. Encarou aquilo como uma tentativa do outro de se manter em pé, mas... era tão bom... Ikki tinha braços tão quentes. Mesmo que ele estivesse praticamente largado em seus braços, ainda tinha um ar acolhedor e protetor. Sentiu-se repentinamente seguro ali. Cedendo ao momento (e esquecendo-se completamente de Shiryu), passou os dois braços pelas costas de Ikki, sendo tão estonteantemente correspondido que ficou estático. Fechou os olhos, sentindo o coração acelerando dolorosamente e o rosto corar em constrangimento. O corpo dele ali tão próximo ao seu e a respiração alterada saindo em suspiros pesados encontrava a pele sensível do seu pescoço quase propositalmente causava-lhe arrepios cadenciados, e o fazia querer desaparecer naquele momento. Por alguns segundo, o mundo deixou de existir, e eram apenas os dois ali. Afagou timidamente os cabelos do rapaz maior. – Eu ‘to começando a ficar constrangido... A voz suave de dragão soou distante, mas trouxe os dois de volta de seus devaneios. Fênix, ainda sem fôlego, conseguiu não perder a pose, mas o Cisne não sabia onde enfiava a cara. Empurrou Ikki para longe e rumou para fora do quarto, dando de cara com Shun na porta. – ‘Oga, que cara é essa? Você ta vermelho! Brigou com o Ikki? O que foi? A avalanche de perguntas o irritou. – NADA, Shun! Não foi NADA! – gritou, agitando os braços. O menor o olhou surpreso, mas deu-lhe passagem, parecendo ofendido. ~oooOooo~ O dia se passou calmamente, exceto pelos eventuais conflitos com a Deusa da Desgr... ops! Sabedoria! Athena... os únicos que a estavam suportando eram Seiya (por razões óbvias) e Shun (porque estava bobo alegre com Ikki por perto). Logo à noite todos estavam na sala de estar, descansando após o dia ented... ahh... divertidíssimo! Saori não fizera o menor esforço para que o dia fosse interessante. – Só me explica uma coisa, por que diabos você nos chama para passar o final de semana na mansão se ela está em reforma? Ikki estava sentado do outro lado da sala, após o jantar. Completamente entediado, atirava comentários aleatórios enquanto observava o teto da sala com interesse. Hyoga estava sentado próximo à janela com um livro nas mãos, parecendo completamente alheio ao mundo. Shiryu e Shun estavam jogando damas no meio da sala e Seiya e Saori conversavam próximos à porta. Ikki não viu quando os dois trocaram um olhar significativo. “Não foram os cavaleiros de bronze que eu chamei, foi apenas Seiya... mas não poderia deixar os outros de fora...” pensava Saori, distraída. – O que você está lendo, ‘Oga? – disse Ikki, inclinando-se por cima do corpo do loiro para espiar o livro. O loiro se sobressaltou, dando um pulinho na poltrona. Não percebera quando o outro se aproximara. – Calma... não precisa pulas toda vez que eu chego perto... Um sorriso sereno tomou os lábios da rebelde fênix. O Cisne deu uma volta de 360° na poltrona para encarar aquele olhar. Não... o que aquela criatura estava querendo afinal? Primeiro aquele ataque de risos, depois o abraço, e agora esse sorrisinho? Mas... o que era aquilo? Ikki não sorria daquele jeito... pelo menos não para Hyoga... – O que você quer? O outro rapaz pareceu surpreso com a grosseria na voz do loiro. – Nada... só ‘to meio entediado... então, o que você está lendo? Apoiando-se no braço da poltrona, começou a tentar espiar o livro sobre o colo de Hyoga. – Na verdade... não estou lendo nada – o loiro ergue a mão e coça distraidamente a cabeça, descontraindo-se. – Isso é um livro com fotografias de lugares famosos... – Isso é o... Coliseu? – Ikki apontou uma fotografia no canto, interessado. – Aqui tem algumas fotos da Itália. Olha, aqui é Toscana! Sempre tive vontade de conhecer... – falava entusiasmado, apontando algumas fotos. Ikki sorriu ao ver a expressão do loiro, que retribuiu o sorriso, com ternura. – E aqui é Madrid? – ele passou a mão distraidamente por cima da de Hyoga para colocar o dedo sobre outra fotografia. O loiro recolheu o braço imediatamente. – Que foi? – Ikki fazia cara de desentendido, mas o estava provocando. – DAMA! – gritou Shiryu, sobressaltando os demais, e logo depois acenando pedindo desculpas. – Se você quiser, podemos ir para Toscana... – comento Ikki; Hyoga corou absurdamente ao ouvir aquele comentário. Ikki está me cantando? Quê isso? – Parece um lugar agradável... – Bem, com certeza mais agradável que aqui... – indicou Seiya e Saori conversando tímidos. Ikki riu. Diferente daquela risada seca e sarcástica que ele tinha, parecia apenas divertido. – Acho que eu já vou dormir. Espero estar dormindo quando esses dois resolverem começar a pegação... – Ahah... a Saori ‘ta enrolando o Seiya desde que eu me conheço por gente. Deixa eles aproveitarem, vai... – De qualquer jeito... – o loiro revirou o olhar para o teto, paciente. – Já vou dormir... – Espera! A gente já vai também! – exclamou Shun, aparentemente cansado de perder para Shiryu. – Só porque eu estava ganhando! – Você estava roubando! – Você que não sabe jogar... Seguiram em discussões até o quarto, onde Shiryu de jogou na cama completamente esparramado e adormeceu quase imediatamente, e Ikki e Shun deitaram-se em posições invertidas, tentando não se jogarem para fora da cama. ~oooOooo~ – Shun, pára quieto! – Aiê, ta quente! – Pára de se mexer! Eu vou... – TABOF! Ikki rola para fora da cama. – Calem a boca, vocês dois! – Fica quieto, pato, senão eu ponho você pra dormir aqui! – resmungou Ikki, se jogando de novo na cama, furioso. Diante da ameaça, Hyoga se calou. Estavam nesta discussão há mais ou menos duas horas, e aparentemente não terminariam tão cedo. Shun se esparramava na cama, reclamando que estava muito calor, e não parava de se mexer. Já Ikki, irritado com o irmão, começava a briga. Apenas Shiryu conseguia dormir no meio daquilo. Não que a cama não fosse espaçosa, mas Shun era tremendamente folgado. – Caralho, Shun! Eu vou dormir no chão! – Nãoooooo... desculpa, maninho! – Shun estava praticamente chorando. – Eu paro, prometo! Prometo! Prometo! – Ai, Shun... fica quietoooooooooo! – urrou o loiro finalmente, chutando os travesseiros para fora da cama, impaciente. – Cala a boca, Cisne! – Cala a boca você também, Fênix! – Ai, vocês são insuportáveis! – suspirou Shun, com estafa. – Quer saber, eu vou dormir com o Shiryu! – soltou Ikki, de repente. ROOOOOOOOOOOOOOONC! – O que você prefere? O roncador ou o calorento? – Hyoga riu, provocando o maior. Fênix lançou um olhar mortífero ao rapaz, o que o fez calar-se instantaneamente. Hyoga tremeu. – Que foi? – Ikki levantou-se lentamente da cama, fuzilando-o com o olhar e se aproximou da cama de Hyoga – Você está me assustando! O loiro se encolheu no canto, encostando as costas na parede. – Você... – o rapaz moreno ergueu um dedo e apontou acusador para o loiro, que o olhava apreensivo. – Chega pra lá! – Você NÃO vai dormir aqui! – Eu VOU! – Por quê? – Ninguém mandou abrir a boca, agora chega pra lá... – e, sem esperar que o loiro se afastasse, deitou-se ao seu lado. – Aiiiiiii, minha perna! – Chega pra lá... – Hunf... Hyoga se deitou de costas para Ikki, que sentiu seu olhar ser novamente direcionado para um alvo especial. Desceu os olhos pelas costas delineadas, reparando como a camisa do pijama parecia dançar conforme respirava. E, mais abaixo, o modo como as calças pareciam prender-se com exatidão um milímetro acima dos quadris, um milímetro antes de se tornarem um atentado ao pudor... era o bastante para que se tornasse uma tentação. Soltou um suspiro pesado. – Ikki? ‘Ta acordado? – chamou a voz suave do loiro. – Hmm...? – ‘Ta ouvindo isso? Ikki apurou os ouvidos. De fato, podiam-se ouvir alguns sons estranhos vindos do quarto ao lado. Nomes murmurados, pedidos e... argh! O loiro corou até a raiz dos cabelos: gemidos! – Ah, não... começou... Hyoga se virou na cama, ocultando o que antes era o foco das atenções de fênix. – Isso é constrangedor. – suspirou o Cisne, buscando os olhos do outro. Encontraram-se momentaneamente e desviaram-se, constrangidos. PÁ! – Isso foi um tapa? – perguntou Ikki, divertindo-se com a possibilidade de Seiya ter sido mandado ir passear. – Acho que foi... O loiro se sentou na cama, tentando ouvir. – Ahhh... isso!! – veio a voz esganiçada de Saori do outro cômodo. Hyoga não sabia onde enfiar a cara, então ergueu o travesseiro e enfiou a cabeça nele. PÁ! – Outro tapa? – Ikki riu – Só pode ser um pesadelo... sexo selvagem agora? – Acho que a nossa Deusa é masoquista... Riram do comentário. Mas logo a tensão aumentou no quarto. Os gemidos aumentaram e os dois adolescentes deitados na mesma cama estavam ficando absolutamente constrangidos. – Que palhaçada! – Já, já eles acabam... – suspirou Ikki, ao ouvir os gemidos mais fortes. Virou-se para o lado, tapando as orelhas e encolhendo o corpo. Hyoga imitou o gesto, virando-se na direção do outro rapaz. – Será que acabou? – perguntou o loiro, inseguro, ao ver que os gemidos cessaram. Não percebera o quanto estavam próximos. Ambos com os corpos curvados, as cabeças quase se tocavam. – Acho que sim... Tiraram as mãos das orelhas lentamente, e passaram a escutar. Não havia mais nenhum som na casa inteira. Olharam-se com um misto de alívio e vitória. Fênix pousou a mão no topo da cabeça de Hyoga, sorrindo tranqüilo. – Bom... agora a gente pode dormir! Boa noite, pato! Hyoga havia ficado surpreso com o carinho dele, mas no momento em que ouviu pato lembrou-se de que aquele era Ikki. Virou-lhe as costas e tentou dormir. – Boa noite, papagaio flambado... Foi então que, para a surpresa do loiro sonolento (e de qualquer um que observasse a cena), Ikki passou um braço ao redor de sua cintura, colando-se nas costas do loiro e aspirando profundamente o cheiro dos cabelos fofos. – IKKI! O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO?? – perguntou, chocado. – Shhh... – fez, bem próximo à orelha do outro rapaz. Hyoga sentiu-se arrepiar, mas recompôs-se rápido, já que Ikki não via seu rosto. – Deixa eu ficar assim? – pediu, com a voz mansa e sonolenta. – É gostoso... você tem um cheiro bom e... – respirou mais fortemente de encontro ao pescoço do loirinho, que em resposta se encolheu mais de encontro ao corpo do moreno, arrepiado – É bom te abraçar... Meio derretido, deixou-se pender nos braços do maior, ainda tentando articular algumas palavras. O sono o estava vencendo... e era tão quentinho ali. ^^ – Pára... – Você não quer que eu te abrace? – Não! – disse com firmeza, mas passou uma mão por cima da de Ikki e a prendeu com firmeza ao redor de si, afundando o rosto entre os travesseiros deliciado com a sensação confortável que tinha. – Tem certeza? Não houve tempo para responder. Um gemido alto fez com que ambos despertassem. – Ai, de novo não! Eu mato aquela éguinha pocotó alada! – Isso foi um tapa? De novo? Entreolharam-se, desesperados, para não dizer completamente envergonhados. – Eu vou dar um jeito nisso... – resmungou Ikki, completamente revoltado, mas foi impedido de se levantar por um puxão tímido do loiro que estava deitado. – O que? – Fica aqui? – Hyoga pediu sem olhá-lo, mas Ikki sentiu-se aquecido por aquele pedido. Para não falar esperançoso. Às vezes era capaz de olhar para Hyoga com outros olhos, mas ele parecia sempre tão... irritante! Pelo menos com ele... os dois pareciam ter uma guerra particular. Mas em certos momentos... ao ver aqueles lábios que pareciam ser tão macios... sentia vontade de beijá-lo. Mas não apenas beijá-lo, queria que ele o beijasse, queria fazer com que ele se sentisse bem e esquecesse do resto do mundo... assim como ele o fazia se sentir... – Por quê? – perguntou provocativo. Queria ouvir... ou melhor, precisava ouvir que ele o queria perto dele. Hyoga corou violentamente. Ali, no quarto escuro, era difícil que Ikki o enxergasse, mas mesmo assim ficou desconfortável. – Fica aqui? – pediu novamente. Ikki, ao sentir aquele pedido tão doce, feito numa voz tão doce... não resistiu mais e se deitou novamente ao lado do loiro. Que diabos estava pensando? Deitar-se ali com Ikki? Mas... era tão bom ficar perto dele... encolheu-se deitando a cabeça no peito do maior, correndo os dedos distraidamente pelas curvas do corpo do outro, subindo pelo pescoços, e então descendo até o peito e entrando pela gola da camisa. Ikki arrepiou-se ao sentir os dedos do outro contornando-lhe os músculos, e não pôde deixar de sentir uma certa... “inquietação”. O loiro estava quase adormecendo quando Ikki o chamou novamente. – ‘Oga? ‘Ta acordado? – Humm...? Respirou fundo e decidiu perguntar de uma vez. – É... eu... queria... que-queria... O loiro ergueu a cabeça do peito do maior, encarando seu rosto a poucos centímetros de distância. Ao sentir aquela boca que tanto desejava tão próxima da sua, mandou o bom sendo (que já não tinha... qualé gente, é o Ikki ué!) pras cucuias e preparou-se para beijá-lo. Mas, ao invés do beijo sôfrego e apaixonado que imaginava, não passou de um roçar de lábios. Um selinho que chegou a estalar na escuridão. Ikki recuou imediatamente e Hyoga imitou-o, sentando-se na cama, ambos corando irresistivelmente. Ouviu-se um gemido profundo vindo do quarto ao lado, o que fez com que os dois se constrangessem ainda mais. – O que você queria... Ikki? – perguntou o loiro, receando se afastar do maior. – Ah... isso... – deu de ombros. – Isso? – perguntou Cisne, incrédulo, apontando para a própria boca. Ikki ficou observando os gestos infantis de Cisne, completamente embasbacado com o ar gentil dele. Confirmou com a cabeça, sentindo o coração ir parar na altura do pomo-de-adão. O loiro sorriu, feliz, e se inclinou para perto de Fênix, apenas o bastante para que este se sentisse mais confiante para prosseguir. O moreno passou a língua pelos lábios e se aproximou, pousando os lábios sobre os do loiro com uma delicadeza que não lhe devia ser característica. Ambos ficaram ali, roçando os lábios com suavidade, completamente esquecidos de tempo e espaço. Nem mesmo os gemidos escandalosos do quarto ao lado ou os roncos sonoros do cavaleiro de dragão os despertariam agora. Com um movimento ousado, Ikki ergueu a mão e, enlaçando os dedos entre as mechas loiras, forçou-o a entreabrir mais ou lábios. Era tão bom... Os lábios do jovem loiro tinham um sabor ainda melhor do que imaginava. Eram suaves e sedosos. Concentrou-se em tentar respirar em meio ao beijo, mas desistiu de tudo quando sentiu os dedos de Hyoga entrelaçarem-se nos seus próprios, abaixando-os. Distraído, não percebeu quando uma língua atrevida invadiu a sua boca, entrelaçando-se na sua própria. Surpreendeu-se ao ver que correspondia avidamente ao beijo. Pararam sem fôlego e, ao se entreolharem, sentiram vontade de rir. – Eu quero mais... – sussurrou Fênix, aproximando a boca da orelha do outro, e lhe mordendo o lóbulo, provocativo. Hyoga gemeu surpreso, contorcendo-se e se afastando um pouco – Ponto sensível? – perguntou o moreno, divertido. – Nhááá-nhá! – respondeu o outro, fazendo birra. Voltando ao ar rebelde e dominador de sempre, Ikki puxou mais o corpo de Hyoga para perto do seu, beijando-o intensamente. Mas desta vez não foram apenas os beijos a demonstrar o que sentiam, as mãos deslizavam por dentro das camisas dos pijamas, como se quisessem varrer as roupas para longe. Abandonando os lábios, o rapaz maior cuidou de arrancar a camisa do pijama de Hyoga, que sentiu arrepios ao ser possessivamente abraçado. Fênix deslizou a língua pelo pescoço do outro, satisfeito ao sentir os ombros do rapaz se encolherem e alguns gemidos escaparem por entre seus lábios. – Pára! – disse Hyoga, de repente. Ikki fez cara de quem não estava entendendo nada. – Por quê? – É que... – via-se um tremendo constrangimento estampado na cara do loiro. – É que o que, Hyoga? – A gente tem que conversar... – disse, virando o rosto para o lado, tímido. – A gente conversa depois... – disse Ikki, voltando a atacar o pescoço de Hyoga. – Não... – Por favor? – Espera! – Não... depois a gente conversa! – Pára! – Deixa, vai? – Ahh... isso... pára! – É ruim? – Não... é! Hunnn... ah... Ikki brincava acariciando e arranhando o peito do menor com uma das mãos, enquanto beijava e sugava o pescoço com força o bastante para deixar marcas, brincando com ele. – Ikki... você faz de propósito, né? Ikki riu da observação, e apenas continuou a mexer na pele do cavaleiro menor. Cessando o carinho repentinamente, fez o outro se deitar na cama, olhando em seus olhos com seriedade. Hyoga encarou-o, e o riso desapareceu. Não era apenas diversão, ele via algo mais profundo no azul escuro dos olhos de Ikki. Não... não era desejo. Paixão talvez? E um carinho muito profundo. – Você gosta de mim, Ikki? Ikki baixou o rosto, com uma expressão derrotada. Um sorriso lindo se formou nos lábios de fênix. Um sorriso que Hyoga havia visto mais cedo. – Gosto, ‘Oga... gosto muito... – apoiou a testa contra a do loiro, perdendo-se nos olhos claros do rapaz. De perto, eram ainda mais lindas – Me atreveria a dizer que te amo, mas não quero te assustar com isso... O coração de Cisne falhou por uma batida. Ama? Estava mesmo ouvindo isso? Ama-me? – Ah... eu... – seus lábios se moviam, mas não falavam metade do que tencionavam. Como poderia admitir? – Merda, Ikki! Eu... também te amo... seu periquito torrado! – Periquito torrado? – Ikki ergueu uma sobrancelha, sorrindo com a declaração. – Essa você inventou agora... Hyoga levou uma mão ao rosto, afastando os cabelos, completamente desnorteado. Como ama? O amava? Nossa! Realmente... amava fênix. Buscou seus olhos instintivamente. – Chocado? – perguntou o rapaz mais velho, ajeitando-se na cama. – Surpreso, eu acho... – respondeu o outro, sem perder a pose. Tentou pensar em mais alguma coisa para dizer, mas não haviam palavras, não havia mais nada a ser dito depois daquilo. O loiro se encolhia para longe de Fênix, que não parecia nem ter percebido a tentativa de fuga, apenas passava os braços ao redor do outro. Quando sentiu que estavam encostados na parede, deu um sorrisinho sádico. Hyoga engoliu em seco, mas o olhar o outro rapidamente se tornou mais acolhedor e confortante. Retribuiu o abraço, apoiando o rosto na curva do seu ombro. Com certa impetuosidade, esticou a língua e tocou a sua pele. Ikki não deu sinais de ter percebido, mas o loiro pôde sentir seus braços o apertando um pouco mais forte. Sorrindo internamente, deu uma dentada de leve na pele, beijando logo em seguida. Ikki, entusiasmado com o que o loiro fazia, foi descendo as mãos pelas costas dele, até encontrar o que há muito cobiçava. Deu um apertão nas nádegas do loiro, que deu um gritinho surpreso, tentando se esquivar em seguida. – IKKI! O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO? – Ei... você está me provocando! – riu Fênix, afastando o rosto do outro, e tirando as mãos da bunda dele para pousá-las em sua cintura, puxando-o mais para perto. Entreolharam-se como se, naquele olhar, fizessem uma jura de amor, e então se beijaram apaixonadamente, esquecendo completamente que havia mais gente no quarto. [Pausa sugestiva = Que nem naqueles filmes, primeiro mostra os dois se beijam intensamente e se jogando na cama, e no momento seguinte mostra uma cena seguinte com os dois dormindo abraçados... e ningueeeem sabe o que aconteceu, né? ¬¬’ SUBENTENTDAM! Depois eu faço um capítulo extra com detalhes... hahahahehehehehihihihi *risada maléfica*] ~oooOooo~ – Caramba, hein, Seiya... – começou Shiryu, quando estavam apenas os rapazes sentados no jardim conversando amenidades. – Que estardalhaço foi aquele ontem? – Éééé... – concordou Shun, abandonando o ar de “Olha as borboletas *0*” – Parecia que vocês estavam dentro do nosso quarto! Seiya pareceu constrangido num primeiro momento, mas em seguida estufou o peito, orgulhoso. – Sabe como é, quando a gente é bom no que faz... PÁ! Ikki deu um tapa com tudo na nuca do rapaz. Hyoga ergueu os olhos, encarando-o, mas desviaram o olhar na mesma hora. – Pareciam que tinha três de você, caramba! – riu o Dragão. – E parecia que era a Saori que tava te... com-... – começou Shun, gostando da brincadeira, mas recebeu olhares completamente pasmos pelo seu comentário. “Como pode falar uma merda dessa, com essa cara de santo?” foi o pensamento dos quatro outros cavaleiros simultaneamente. – Qual é? O Seiya devia estar mesmo gemendo como uma putinha... – soltou Ikki, a fim de evitar constrangimentos para o irmão. – Porque, devia? Você não ouviu nada, Ikki? – perguntou Shun, curioso. – Nãh... dormi como uma pedra... – Hyoga? – Shun agora olhava para o loiro, que não poderia mentir diante daqueles olhinhos brilhantes. – Não ouvi necas também... – e deu de ombros. Os outros se entreolharam, mas Ikki e Hyoga fecharam a cara, tomando o cuidado de olhar para lados opostos. “Não... o Ikki não...” pensou Shun, abanando a possibilidade para longe e olhando para o alto “Olha as borboletas *0*”. Nossa... se continuar assim os dois vão acabar fazendo um ninho e... qual deles será que vai botar os ovos? Pássaros malucos... ¬¬’ E acham que ninguém repara... pensava Shiryu. Até que ela é gostosinha... pensava Seiya, que de tão tonto não percebia nada. Pelo menos depois daquele final de semana a disputa pelas camas passou a ser mais amena... OO’ ~ooo END! Ding Dong... ooo~ Então… agora as notas da autora… Ficou boa??? TT’ Qualquer coisa entre em contato: juliana_loveaxl@hotmail.com AH! N/A 1- essa fanfic vai ter uma continuação! Sabe aquela pausa sugestiva de cinema que eu pus [pus pkeh sow sm noçããão], não é bem à toa... Eu quis fazer uma fanfic leve, mas eu pretendo contar o que aconteceu entre o “(...) havia mais gente no quarto.” e o “– Caramba, hein, Seiya... – começou Shiryu (...)”. Por isso... Até a próóóóxima! \\o_